sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um caldo verde, bem verdinho!


E há sopa mais portuguesa do que esta?




O caldo verde, tão simples, fácil, económico e muito nacional.


Hoje decidi fazer esta magnífica sopa e para tal apenas precisei do que está na fotografia!

Para um panelão de sopa para a semana toda, ou quase, foi necessário:

3 Kg de batata (comprei a semana passada uma saca no mercado)
500 g de caldo verde (o que comprei no mercado hoje)
50 g de chouriço de carne (do talho)
1 cebola média (também do mercado)
1 dente de alho (estes já vieram descascados e foram comprados na Makro!)
sal marinho a gosto
azeite (do lagar de um amigo, é caro, mas vale bem a pena!)

Depois de descascar as batatas e a cebola e retirar a pele do chouriço foi meter tudo na panela com água para cobrir e temperar com sal. Quando as batatas estavam cozidas retirei a tora de chouriço, que cortei às rodelas, e passei com a varinha mágica até obter um creme espesso, adicionando de seguida as couves bem lavadas e escorridas.

O azeite só ponho em cru no prato, muito embora fique delicioso cozinhado na sopa, mas cheguei à conclusão que podemos adicioná-lo quando aquecemos a sopa (na panela) ou em cru no prato, uma vez que a sopa conserva melhor sem o azeite do que com ele!

Voltemos ao Mercado!



Comprar os frescos no mercado local ou na praça. Vantagens, só vantagens!

Já me tinha dado conta que se comprasse os frescos (frutas e legumes) no mercado que tenho perto de casa pagava menos que no supermercado, mas hoje dei-me ao trabalho de fazer contas e concluí que a minha impressão inicial era mesmo verdade.

Nesta caixa tenho 1 melão, 2 meloas, 1/2 melancia, 1 manga, 6 pêssegos, 6 kiwis, 4 tomates em rama, 1 pepino e 500 g de caldo verde. No frasco estão 300 g de azeitona mista em água com sal, orégãos e azeite. Por tudo paguei 15,10 €.

Quando cheguei a casa dei-me ao trabalho de fazer as contas aos preços com valores de supermercado e cheguei à conclusão que poupei 2,77 € nas minhas compras!

Outra das vantagens de ir ao mercado local é a qualidade dos produtos, são mais frescos, os vendedores destes locais compram apenas aos fornecedores as quantidades que sabem que vão vender, não são como as grandes cadeias de supermercados que adquirem em grandes quantidades e vão repondo nos expositores consoante vão vendendo!

Muitas vezes compramos os frescos nos supermercados pensando que estamos a comprar fresco, mas na realidade estamos a comprar produtos que já foram refrigerados e que estão em espera há algum tempo.

Fora a manga, que é do Brasil, todos os outros produtos que trouxe hoje são de origem portuguesa, outra das vantagens de ir ao mercado, 90% dos produtos vendidos são de origem nacional e ao comprarmos nestes locais estamos a fomentar a economia interna.

Estamos ao ar livre, no caso do mercado, ou num espaço coberto mas extremamente castiço, a praça, e não temos as filas e as luzes e todos os outros inconvenientes dos supermercados. Também tenho notado que as pessoas são mais civilizadas nestes locais, aguardam a sua vez, pedem licença se estiverem com alguma pressa de ir embora, enfim, mostram que têm educação! Não é preciso haver uma tabuleta que diga que grávidas, idosos e pessoas com mobilidade condicionada são prioritárias, o civismo impera e a consciência das pessoas torna-as humanas.

Há qualquer coisa mágica no ambiente confuso e caótico de um mercado que transpira frescura, confusão, cor, agitação, barulho e que pode ser algo repulsivo para quem não está habituado, mas lanço o desafio àqueles que nunca experimentaram comprar nestes locais - abram a mente e experimentem ir à procura do que querem, sem preconceitos ou altivez, sejam humildes e tentem enquadrar-se, vão ver que é uma experiência fantástica!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Frango Maricas... com um twist!


Consta que actualmente devemos ser politicamente correctos e chamar a este belo prato fácil e muito rápido de preparar "frango assado com limão", mas não sou, nem tenciono ser politicamente correcta, por isso dou-lhe o nome original - "frango maricas"!

Estava num daqueles dias com menos tempo, depois das voltas todas: talho para comprar carne de primeira e um chouriço tradicional para fazer croquetes 100% carne e uma mistura de picada de porco, vaca e chouriço para as almofadinhas (os rissóis de carne), que as encomendas têm sido bastantes; mercado para os frescos saborosos, cheirosos e muito saborosos, para além de mais baratos que no supermercado, cheguei a casa e não tinha nada feito!

O problema é que ainda tinha de preparar um creme de legumes e arranjar a fruta - morangos silvestres, melancia, melão e meloa para estarem frescos e à disposição de qualquer um cá de casa sem ter de estar sempre a sujar material de cozinha! Lembrei-me de ir ao limoeiro e ao meu canteiro de aromáticas e com o frango que comprei no talho a 1,69 €/Kg decidi fazer um prato que é rentável e muito rápido de preparar, sendo que o forno se encarrega do resto.

Com a ajuda de alguma margarina e de 2 caldos de galinha da Knorr (passo a publicidade, até porque não me pagam para tal!!!) meti mãos à obra...

Com algum jeito separa-se a pele do músculo do peito, coxas e pernas e introduz-se margarina à temperatura natural, colocando de seguida as folhas de manjericão entre a pele e a carne (o twist da receita), depois barra-se a pele com um dos caldos de galinha e atira-se para dentro da cavidade abdominal o outro caldo, uns pedaços de margarina e o limão esfaqueado. Leva-se ao forno durante 50 minutos a 180ºC ou até estar completamente cozinhado, mas ainda suculento.

Acompanhado com uma salada é uma refeição leve para um dia de calor.

Experimentem e vão ver que não se arrependem! ;o)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Grelhar...

Hoje trago grelhados para a mesa, aqueles feitos no fogareiro, com o tradicional carvão e as pinhas.

Sei que nem todos podem fazer, o que é uma pena, mas quem pode e não faz não sabe o que perde!

Fazer grelhados parece simples, mas, na realidade, tem alguns segredos e truques. Nunca me convenceram as pessoas que grelham com o borrifador ao lado! Quem sabe fazer uma boa brasa com carvão não precisa de apagar incêndios!

Não pensem que acendem o lume e em 10 minutos podem começar a grelhar o que vos apetecer. Acender um fogareiro para fazer um churrasco requer paciência, tempo e roupa velha (o cheiro a fumo é horroroso).

Uma boa brasa demora cerca de 1 hora a fazer, o que se pretende é cozinhar os alimentos com o calor e não carbonizar por fora e manter cru por dentro. A carne, o peixe e as aves têm gordura que vai pingar para o carvão, se este estiver ainda em chama viva a gordura vai fazer com que as labaredas se intensifiquem e os alimentos fiquem esturricados.

Para fazer os meus churrascos uso carvão, pinhas, caruma de pinheiro e acendalhas. No fundo do grelhador coloco o carvão misturado com as pinhas e sob estas as acendalhas, nunca uso menos do que 5 pinhas (se estiverem ainda com muita resina vão libertar imenso fumo, mas chegam lá...). Com o auxílio de uma pinça própria e de um abanico vou agitando a chama e remexendo o carvão até obter uma brasa sem qualquer chama residual. Nesta altura então começo a cozinhar.


Antes de começarem a colocar os alimentos na grelha podem ainda colocar sobre o carvão uns ramos de alecrim, fica um cheiro agradável no ar e dá uma paladar ainda mais agradável à comida!